Acusado de matar uma adolescente de 15 anos por estrangulamento em Vereda é condenado a 11 anos e 05 meses de prisão


16/09/2021 09h11 | Por: Redação/Fonte:LiberdadeNews

Itanhém: Daniel Max Santos de Jesus, de 21 anos, réu confesso da morte da adolescente Vívia Medeiros Soares, foi julgado nesta quarta-feira (15), no Fórum Heloino Moreira de Sousa, em Itanhém, sendo condenado a cumprir onze anos e cinco meses de prisão. O crime aconteceu no dia 03 de fevereiro de 2019, em São João da Prata, interior de Vereda.

Daniel Max chegou ao Fórum de Itanhém nesta manhã de quarta-feira, sob fortíssimo esquema de segurança. A família da vítima organizou uma caravana com diversos amigos e parentes, principalmente a juventude local, para protestar e pedir justiça. Eles utilizaram cartazes com frases de efeito e clamaram por justiça próximo ao local do julgamento.

Na ocasião, a princípio, a adolescente, que tinha apenas 15 anos de idade, foi dada como desaparecida. Após registro do boletim de ocorrência de desaparecimento, a Polícia Militar de Vereda imprimiu diligências com o objetivo de localizar Daniel Max, suspeito de ter sido a última pessoa a estar com a Vívia.

Após a ser localizado, o Daniel foi conduzido e apresentado ao delegado substituto da Delegacia Territorial de Vereda, Manoel Andreetta, na sede da 8ª COORPIN, onde confessou espontaneamente o homicídio. A jovem foi morta por estrangulamento.

O Daniel ainda disse que, após matá-la, ocultou o corpo da vítima em uma propriedade rural, localizada no distrito da Prata, também no município de Vereda. O corpo de Vívia foi localizado embaixo de galhos de árvore em uma cova rasa. Ela foi encontrada em decúbito dorsal, com uma blusa amarrada ao pescoço e em adiantado estado de decomposição. Daniel afirmou que o crime havia ocorrido na manhã do domingo, por volta das 09h.

Segundo as investigações, após ter tentado manter relações sexuais com a vítima, o Daniel foi rejeitado, o que ocasionou um súbito ataque de fúria. Ele acabou estrangulando a vítima, primeiro com as próprias mãos, depois, com a blusa. Segundo o pai da vítima, mesmo com essa condenação do Daniel (11 anos e 05 meses), ele não considera que a justiça tenha sido feita e que ainda haverá a possibilidade de recorrer desse julgamento.